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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Esfiha Juventus

"Convidamos você a ingressar na alquimia dos temperos, cores e aromas regados pela paixão de seduzir através da tradicional cozinha árabe..."

Aceitamos o convite que está no site do restaurante e lá fomos nós para o Esfiha Juventus aproveitar o melhor da comida árabe. 

O melhor mesmo.

abrãozinho, o mascote da esfiha juventus

Comida que possui bem mais do que tempero, possui alma. Mas também, para estar há mais de 45 anos em um bairro como a Moóca, não poderia ser diferente.

A Moóca é um símbolo da cidade, o bairro que nos deu sotaque, trejeitos e personalidade. E embora seja um bairro tradicionalmente italiano com suas muitas cantinas, o Esfiha Juventus é um dos exemplos de como a região é na verdade uma mistura que representa São Paulo.

Por sua proximidade com o Juventus o restaurante possui o clube no nome, na cor, na decoração e em seu público cativo. Vá em um domingo pós jogo e para todos os lados do salão haverá uma verdadeira invasão de torcedores que vestem a camisa.

Em suas paredes, retratos de uma São Paulo já quase esquecida, onde ônibus seguiam sem trânsito e com poucos passageiros em direção à "cidade", imagens que dividem o espaço com uma paisagem desértica povoada por camelos.

Combinação que pode parecer um tanto exótica, mas que dá muito certo. Mas o que dá certo mesmo, é o tempero. Que tempero!

A esfiha de coalhada com cebola frita é perfeita. A massa bem assada em forno a lenha, o azedinho da coalhada misturado com o adocicado da cebola... claro que há também opções mais tradicionais como queijo, carne, escarola, atum, mas a de coalhada é imperdível.

esfiha de coalhada seca com cebola frita: imperdível!

Outro prato que não pode faltar à mesa são os charutos, sejam de repolho ou folha de uva. O molho tem sabores bem marcantes de alho, limão, azeite e segredos do chef que fazem do ato de comer uma verdadeira compulsão.

charutos de folha de uva, molho de sabor marcante

E as opções não acabam por aí. A carne do michui vem no ponto certinho, macia e suculenta. Arroz com lentilha, berinjela e abobrinha recheadas, quibes, kafta...

quem disse que não tinha batatinha?

Completamente seduzida por esta alquimia.

carne no ponto certo, macia e suculenta

Se quiser conhecer São Paulo vá à Moóca. Se quiser conhecer a Moóca, visite o Juventus. Se quiser comer bem a preço justo, vá ao Esfiha Juventus.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Picnic no edredom

Dissemos adeus a Gramado e seguimos rumo a Bento Gonçalves.

Depois de devidamente instalados no hotel e já tendo desfrutado um pouquinho da maravilhosa piscina aquecida com direito à hidromassagem e estando muito relaxados, hora de voltar ao roteiro. E como não poderia deixar de ser, visitar uma vinícola.

Fizemos o passeio pela Salton, conhecemos o vinhedo, a fábrica, o "como era" e o "como é" da produção dos vinhos. Resumindo... toda a história desde a antiguidade até os dias atuais.

onde tudo começa

Assim, através das histórias adquirimos conhecimento. Conhecimento que leva à melhor apreciação... e apreciando vamos ampliando nosso conhecimento e por aí vai em um ciclo onde jamais pode-se dispensar uma boa degustação.

claro que o évidence entrou na lista de degustação e na bagagem de volta

Após a visita, adega reabastecida e já era hora do almoço. Mas onde almoçar? Ao contrário de Gramado, onde tínhamos cada passo programado, em Bento fomos lançados a própria sorte por nossa guia e líder da patota. Tudo bem...


No hall do hotel encontramos um atrativo folder, com ares bucólicos que nos convidava a um picnic no edredom. 

Lá fomos nós pelos Caminhos de Pedra até a Vitiaceri, a casa da Uva.

preparativos para o picnic na casa da uva

Foram as melhores fotos da viagem. Provamos finalmente a famosa cuca do Rio Grande do Sul. Preparada especialmente para nós, uma vez que fomos durante a semana com horário agendado como manda o figurino, e estava incrivelmente fresquinha.

Além da cuca, queijinhos, picles, copa, pãozinho caseiro, geléia... enfim... petiscos acompanhados de  espumante...

picnic no edredom com muitos petiscos e direito a intrusos

Como nem tudo é perfeito... um pequeno intruso de 6 patinhas resolveu nos prestigiar com delicadas picadas nos pés que coçavam de maneira enlouquecedora e os fez inchar e inchar...

Um picnic não seria um picnic sem esses pequenos intrusos, não foi nenhum fato inusitado ou que tenha diminuído o prazer deste agradável momento.

Aproveitar para levar um pote de geléia de uva para casa, uma garrafa de suco de uva orgânico e seguir pelos Caminhos de Pedra.

Visitamos também a Casa da Massa e a Casa da Ovelha...

Na casa da ovelha me perdi... a vontade foi de trazer um de cada dos queijos, dos doces, dos hidratantes, sabonetes...

Resultado de toda esta vontade é que na volta a São Paulo conseguimos fazer um queijos e vinhos só de queijos de ovelha.

Pois é... a viagem continua mesmo depois da chegada ao lar, mesmo com as férias acabando...

E o mais importante, com ânimo renovado e o espírito devidamente preparado para as mudanças que estavam por vir... 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Café Colonial

Ir para Gramado e não provar o café colonial é como ir à praia e não se molhar.

Escolhemos o Bela Vista, o primeiro café colonial do Brasil. Sabe como é... gostamos de uma tradição. Sem falar que eles disponibilizam algumas receitas no site e esta parte também é das mais interessantes. 

Mal chegamos e enquanto  o rápido atendimento nos indicava uma mesa e começávamos a nos acomodar já começaram a pipocar diversos pratos na nossa frente.

Assim, sem mais nem menos já tínhamos à disposição de linguiça frita e polenta até bolos, pães e geléias. Tudo junto e misturado.

café colonial bela vista... vá com fome

Picles, lanche de pão de forma, queijo, bolo, mais bolo e outro bolo. Rocambole, frios, vinho branco ou tinto, suco de uva, água, frango frito, bolinhos, torta,  cuca, cenoura e cebolinha. Wafer, apfestrudel, lombo de porco, risólis e para fazer jus ao nome, leite e café para encerrar os trabalhos.

de linguiça à rocambole, tudo junto e misturado

Ambiente confortável que nos fez ficar por ali sem pressa enquanto provávamos um pouquinho daqui e um pouquinho dali. 

Definitivamente podemos dizer que mergulhamos  de cabeça nessas águas.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Sequências

Para encerrar a sequência de sequências: fondue.

Nada combina mais com o frio do que fondue e vinho em um lugar aconchegante.

Escolhemos o restaurante St. Gallen para provarmos mais esta especialidade de Gramado.

sequência de fondue para encerrar a sequência de sequências

Bom, vamos à história. Nossa primeira tentativa de provar o fondue foi frustrada. Chegamos lá na cara e na coragem, sem reserva em pleno sábado véspera do feriado da Páscoa. Resultado: espera.

Já tentou esperar com uma criança no colo, impaciente e faminta (quem lê até acredita)?

Pois é... para não esperarmos por ali, ao relento, deixamos o telefone para que entrassem em contato conosco assim que houvesse disponibilidade de mesa e fomos explorar novos lugares. Eis que quando entraram em contato a fome já havia nos convencido a mudar o destino da noite, mas não desistimos, aproveitamos o atencioso contato e fizemos a reserva para o dia seguinte.

No dia seguinte... a melhor mesa do restaurante estava ali, esperando por nós. Ah! Nada como fazer reserva nessa vida.

Mais uma vez o atendimento foi atencioso e rápido. O primeiro fondue da sequência é o de queijo. E já estávamos preparados para o básico. Queijinho derretido, pãozinho italiano, tudo de bom, mas fomos surpreendidos novamente.

O básico não estava no cardápio, além do tradicional pão cortado em cubinhos ainda tínhamos mais três opções bem interessantes que até então esta cabecinha completamente sem imaginação que vos escreve jamais teria imaginado.

fondue de queijo... o básico não estava no cardápio

Polenta, batatinha e goiabada. O que dizer? Polenta frita mergulhada em queijo derretido... de fazer esquecer que ainda estávamos apenas no primeiro fondue da sequência.

Depois do queijo, a carne. Uma pedra bem quente com sal, carnes de porco, frango, picanha, filé mignon e uma infinidade de molhos. Nem adianta tentar lembrar que certamente vou esquecer algum, mas entre os meus preferidos: chimichurri, cebola caramelizada, vinagrete, mostarda, geléia de laranja (com a carne de porco fica deliciosa), maionese de ervas... Todos muito bem preparados, apurados e equilibrados.

Basta provar um filézinho com cada molho para perder a coragem de levantar da mesa.

ao fundo, massinhas de modelar não inclusas no cardápio... de quem será?

Ainda não acabou não... Para encerrar: chocolate. Muito chocolate com frutas diversas e biscoito wafer. Preparar o próprio BIS não tem preço.

fazer o próprio bis não tem preço...

Se toda sequência tem um fim, a sequência de sequências um dia também acabaria. Isso não significa que junto com ela acabe esta fartura, que para mim, já é umas das características mais marcantes da cidade. Afinal, ainda teríamos pela frente o Café Colonial.

Mas isso já é assunto para o próximo post.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Chucrute, salsicha e muito mais

Dando continuidade às descobertas que Gramado nos proporcionou e ainda dentro do tema da influência de imigrantes pela região, não poderia deixar de citar a mais marcante e conhecida delas, a alemã.

Esta influência é notada desde o primeiro instante em que se bate o olho na arquitetura das ruas da cidade. As belas casas com seus grandes telhados e a madeira aparente das fachadas.

Mas é claro que apesar de admirar a charmosa arquitetura o que me interessa mesmo é a gastronomia. Nada mais justo do que provar essa culinária em sequência também.

Agora já ciente do que me aguardava, adotei o lema: devagar e sempre. Bem melhor do que mergulhar no primeiro prato como se não houvesse o seguinte.

Mais do que isso, antes do almoço muito exercício visitando os parques da região com seus fascinantes mirantes para abrir o apetite.

O restaurante escolhido foi o Otto. Lugar lindo com atendimento impecável.

cardápio da sequência alemã

Começam os trabalhos. Entradas: salada de maionese com ovos, leve e fresca, pão com linguiça macio e saboroso (daqueles que parecem recém saídos do forno), picles... bom... picles é picles mesmo.

começando...

Depois da entrada, arroz com cogumelos delicioso, spatzle de queijo ao molho de vitela no ponto perfeito e de sabor delicado, bolinho de batata hiper crocante com purê de maçã, filé à role, biergoulash (carne cozida na cerveja, daquelas que desmancham na boca) e chucrute com salsicha (claro!)...

Chucrute com salsicha e repolho roxo com salsicha branca. Para todos os gostos.

opções de montão

Para complementar ainda tem o serviço de carnes em sistema rodízio, com joelho de porco, pato ao molho de frutas vermelhas, costela suína...

Como já havia descoberto anteriormente, toda sequência só acaba na sobremesa, neste caso nada mais tradicional do que o apfelstrudel.

Que apfelstrudel! Quentinho, docinho, um verdadeiro carinho.

apfstrudel... porque toda sequência tem que ter um fim...

Satisfeitíssimos (a vontade que dá é a de começar a falar tudo em superlativo) deixamos o restaurante rumo às compras... nenhuma compra muito importante, apenas alguns chocolatinhos. Ramas, bombons, barras variadas... acho que já entramos no clima.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Navegar é preciso

E navegando chegaram por aqui muitos imigrantes que ajudaram a construir a cultura e determinar as características mais marcantes desse imenso país.

Nas últimas férias a patota em peso dirigiu-se ao Rio Grande do Sul para relaxar e conhecer as ricas influências dessa gente que atravessou o mar e veio parar neste cantinho do Brasil.

Claro que elegemos a gastronomia como uma das mais agradáveis formas de nos aproximarmos desta cultura. E justo por isto, assim que chegamos em Gramado corremos para o Di Paolo (porque nós merecemos).

sim... nós merecemos

Foi lá que fui apresentada ao conceito não de rodízio, mas de sequência, e a uma pequena, mas deliciosa, parte da presença italiana na região.

Vamos por partes, começando com a cerveja Coruja Viva, de Porto Alegre (cidade que foi nossa primeira parada e onde fomos muitíssimo bem recebidos com um maravilhoso churrasco meio paulista meio gaúcho oferecido pelos queridos Gilson, Palmira e Isabela, muito obrigada, estava tudo perfeito!).

Voltando à cerveja... a coruja nos convida a beber com sabedoria. Sua embalagem é um divertido frasco de remédio antigo. A cerveja é viva, ou seja, não pasteurizada e sendo assim, deve ser mantida sempre a baixas temperaturas. Feita com três vezes mais malte do que as pilsens comuns, seu sabor é amargo, marcante e inconfundível. 

beba com sabedoria

A harmonização não é fácil, mas com os sabores bastante tradicionais que estávamos prestes a saborear eu diria que a Coruja cumpriu bem o seu papel.

O primeiro sabor que provamos foi do incrível capeletti in brodo. Suspeitamos desde o princípio que seu brodo deve ser feito com galinha caipira. Intenso, com temperos bem dosados e a massa no ponto ideal (nada de macarrão molenga na sopinha, bah).

capeletti in brodo... brodo intenso e massa no ponto ideal

Sei que o caldo estava tão bom... (e por ainda não saber o que me aguardava) não resisti e tive que repetir umas duas vezes este brodo.

Eis que chegam as saladas de batata, leve e macia, de folhas verdes com cogumelo e croutons e a de radicchio com bacon (bacon na salada pode?). Na minha humilde opinião toda salada deveria ter bacon ou croutons.

Pratos quentes começam a pipocar na mesa. Polenta e mais polenta (grelhada e frita), as apaixonantes almofadinhas de queijo, tão apaixonantes que não resisti e já em solo paulistano tive que preparar esta delícia utilizando alguns queijos pecorinos da Casa da Ovelha de Bento Gonçalves, mas volto neste assunto em um futuro post). E claro, o galeto al primo canto, feito na brasa, que estava bem crocante (franguinho é sempre tudo de bom).

mesa sem fim...

Se a porção for pequena ou acabar rápido, não se preocupe, as mãos dos garçons são rápidas e quando menos esperar um prato com uma nova porção será colocado na mesa bem diante dos seus olhos.

E quando pensar que acabou, não se engane, ainda pode escolher quais as opções de massa que deseja experimentar. Chato, né? Recomendo muito o molho de tomate seco.

uma de cada por favor...

Aprendizados importantes: quando descobre-se as sequências descobre-se também o quanto cabe de comida em um único ser humano e que toda sequência, por mais que pareça não ter fim, acaba, mas só acaba quando chega o sagu com creme.

Sagu feito com vinho, muito vinho. Cremoso e doce na medida certa. A impressão final perfeita de qualquer refeição. Infelizmente a esta hora a pessoa aqui já não conseguia se mover nem para tirar foto da sobremesa.

Depois deste almoço de sonho, nada de sesta, hora de aproveitar a viagem de outras maneiras.

Passear pelas ruas repletas de coelhinhos da páscoa, visitar a aldeia do Papai Noel com seus bonecos de neve e diversos ajudantes do bom velhinho (sim, Papai Noel em abril).

Papai noel... coelhinho da páscoa... banquete onde as mãos são mais rápidas que os olhos. Já deu para entender que esta viagem é de mexer com a imaginação, né? Ou melhor dizendo, Gramado é uma verdadeira fonte de inspiração para muitos posts, receitas e histórias.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

It Burger


O ano começa sempre em clima de merecida calmaria. Hora de respirar fundo, sentir a energia do ano que começa e render-se à preguiça de entrar na cozinha.

É um bom momento para conhecer algum novo lugar e aproveitar para relaxar em ambiente confortável, bastante agradável e com atendimento eficiente e cortês.

Um lugar irreverente, incomum, que se destaca dos demais, assim... totalmente "it" como a It Burger.

porque desperados também é it

Ser "it" é ter um diferencial. Este termo foi muito utilizado nas décadas de 60 e 70 para definir mulheres jovens, diferenciadas, que influenciavam as pessoas por seu carisma e magnetismo pessoal. Recentemente foi bastante utilizado na novela Sangue Bom para referir-se à personagem Amora (interpretado por Sophie Charlotte).

O nome é muito bem escolhido, realmente irreverente e combina com o alegre ambiente. O atendimento é excelente e a qualidade das porções e dos hambúrgueres não fica nem um pouco atrás.

sticks de tapioca, acompanham geleia de pimenta

Se for para fazer uma crítica poderia dizer que a cerveja deveria estar um tiquinho mais gelada, ainda mais tratando-se de uma Desperados. 

A Desperados é uma cerveja holandesa (da mesma fábrica da Heineken) que possui um toque de tequila e limão. É bem leve e refrescante, do tipo de cerveja que pode chegar trincando à mesa.

porque ninguém resiste à batatinha

De entrada, sticks de tapioca acompanhados com deliciosa geléia de pimenta e as tradicionais batatas fritas que nossa pequena sapeca não dispensa.

hambúrguer fora da caixa

Os lanches são bem montados, suculentos, saborosos e  com variadas opções que agradaram a todos. A quem é de picles e a quem é contra eles...

tudo o que se espera de um hambúrguer

Para encerrar, sorvete, claro, porque tudo sempre fica melhor com sorvete. Um grande lache de cookies e sorvete de creme que a família toda divertiu-se ao desmontá-lo.

porque tudo sempre fica melhor com sorvete

Experiência ótima que recomendo a todos aqueles que se interessarem em provar um hambúrguer fora da caixa.

Porque pensar fora da caixa é ter personalidade, opiniões próprias e não agarrar-se ao senso comum e sair por aí repetindo informações sem confirmar sua veracidade.

Na última sexta-feira fomos vítimas destas pessoas que vivem dentro da caixinha.

Alguém muito desocupado (e com senso de humor bastante questionável) fez uma brincadeira de extremo mau gosto utilizando-se do nome Gastronomia Doméstica. Outro alguém que não entendeu o espírito da coisa, fez uma publicação no Facebook pedindo que as pessoas denunciassem esta tal "brincadeira", mas não se deu ao trabalho de colocar o caminho correto da página a ser denunciada e nem de dar maiores informações. Este já foi o primeiro erro, mas não parou por aí...

Leitores desta página que solicitou a denúncia chegaram ao Gastronomia Doméstica verdadeiro, que está ali, sem falar mal de ninguém, passando receitinhas e desejando boas vibrações. Mas também não se deram ao trabalho de ler e perceber que não havia nenhuma relação entre este blog e a infeliz brincadeira já citada.

Resultado, esta que vos escreve levou um tremendo susto ao sem entender nem o que nem o porquê, ler diversas agressões dirigidas às publicações do blog.

Infelizmente muitas pessoas não entendem que a internet nada mais é do que a extensão de suas vidas reais. E não um espaço onde pode-se agredir qualquer um sem consequências. Por isso não verificam as informações e acabam cometendo injustiças na ansiedade de manifestarem-se a qualquer custo.

Felizmente estas pessoas são minoria, porque enquanto esta meia dúzia chegou atirando pedras, a grande maioria ao acessar a página do G.D. percebeu que tratava-se de conteúdo sério e curtiram. Fizeram perguntas, comentários e isto me deixou muito feliz.

Embora este tipo de divulgação esteja longe de ser a ideal, acabamos com um saldo muito positivo e chegando próximo às 100 curtidas no Facebook.

Que esta seja uma pequena amostra do que 2014 nos reserva. Que as situações adversas acabem sempre com saldo positivo graças às pessoas que sabem pensar por elas mesmas. Um ano totalmente fora da caixa.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Condimento

Con.di.men.to s.m. 1. substância que é acrescentada a um alimento, para dar um sabor particular, aroma ou realçar o seu paladar. 2. dar expressão, vida, realçar, valorizar 3. tornar excitante, picante.

Lendo a definição do termo, percebo que não poderia haver melhor descrição para o Bistrô Condimento do que o próprio nome.

Ao entrar a sensação é a de estar em uma casinha de bonecas. Decoração delicada e acolhedora que combina com os aromas que chegam da cozinha.

Atendimento atencioso e pratos deliciosos. A começar pela salada ou sopinha de entrada acompanhadas de uma crocante casquinha de parmesão e pãezinhos frescos e macios.

casquinha de parmesão crocante e pão caseiro acompanham a entrada

As opções de prato principal não deixam por menos. Lindas apresentações, com direito a flores em porções bem servidas e sabor impecável.

Como o Entrecote no ponto exato com molho de mostarda e fritas, ou o risoto de frutos do mar e Lagostin grelhado.


pratos de sabor impecável

Durante toda a refeição uma grande mesa de doces no salão provoca os clientes que não conseguem ir pra casa sem provar as sobremesas. Verdadeira tentação.  

grande variedade de irresistíveis sobremesas

Bolos de todos os tipos e sabores, doce de leite, banana, mirtilos, framboesa, morango, fubá, cenoura e claro, chocolate.

Cafés e chás especiais acompanham.

bistro condimento: rua Itapura, 1525 - Tatuape

Um lugar encantador para condimentar o dia.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Maria Clara

Depois de nove meses eis que chega Maria Clara.

A patota vibra, comemora e baba muito. Os babadores do enxoval não estão dando conta do recado.

E não é para menos, afinal ela é linda, fofa, esperta e muito, muito comilona. Tanto que já conseguiu engordar antes mesmo de deixar a maternidade. Pois é, a paixão pela gastronomia está no sangue.

Paixão esta que aflora até no quarto do hospital. Aliás, quando alguém criticar comida de hospital na minha frente vou mandar informar-se melhor, pois o cardápio da Pro Matre era de dar inveja nas visitas. Inveja mesmo, já que este cardápio é assinado por ninguém menos que Sergio Arno, renomado chef que em 2002 recebeu título de melhor chef da América Latina passando a figurar entre os 5 melhores chefs do mundo em cozinha italiana.

comida de hospital

Foram servidos muitos caldos, e também é claro, autênticos pratos italianos, como este ravioli da foto acompanhado de frango ou filé mignon.

ravioli do sergio arno

Agora, se os pratos estavam a altura do renome do chef, não poderei dizer, afinal, como visita fiquei ali apenas admirando e registrando o momento. Mamãe e papai é quem poderão dar suas opiniões com segurança sobre este assunto.

de causar inveja nas visitas

Mas visita também tem fome, na hora do almoço fomos eu e minha mãe (agora avó coruja) procurar um lugar interessante para agradar nossos paladares.

Foi assim que chegamos ao Café Creme, onde pudemos finalmente provar o recomendado picadinho servido aos sábados.

muito mais que café

Com direito a pastelzinho de queijo, uma pequena saladinha para livrar a consciência da culpa, farofa de banana muito bem preparada, arroz branco e ao picadinho propriamente dito, de carne extremamente macia. 

Ou meu paladar muito me engana ou o creme deste picadinho é enriquecido com um toque de creme de leite e muita noz moscada. Sabor marcante e cheio de charme, quase tanto quanto o ambiente. Em plena Avenida Paulista, com mesinhas na calçada que me permitiram admirar o céu azul e aproveitar o sol quentinho que batia em minhas costas neste dia de vento gelado.

picadinho com direito a uma pequena salada pra quebrar a culpa

Prato bem servido, atendimento rápido e eficiente que justificam as mesas lotadas a qualquer hora do dia.

Rápido o suficiente para que pudessemos voltar correndo à maternidade. São tantas atrações e novidades que não queremos perder nem um minuto desta nova aventura familiar.

Aventura familiar que já começa com uma certa espirituosidade característica demonstrada na escolha das lembrancinhas, obviamente relacionada à comida.

Pequenos sabonetes de bolacha Maria para anunciar a chegada de nossa pequena Maria.

maria

Seja bem vinda a este lar doce (salgado, amargo, azedo, picante...) lar Maria Clara.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Hora feliz

A semana parece passar mais rápido quando sei que a sexta-feira reserva um happy hour com os amigos. Essa expectativa fica ainda maior quando este happy hour será também a oportunidade de conhecer um lugar diferente e cheio de novas opções para petiscar como o Applebee's.

O Applebee's é uma rede de restaurantes que foi aberta na Geórgia (Atlanta/EUA) em novembro de 1980, e chegou ao Brasil em 2004. Seu conceito é o “neighborhood grill”, ou seja, criar uma atmosfera confortável, aconchegante que tenta refletir no ambiente a região onde está instalado.

Por aqui isso não se aplica ao pé da letra, a decoração reflete mesmo é o país de origem da rede, mas se a intenção é conforto e aconchego, aí sim. O ambiente do Applebee's consegue sem dúvida, deixar seus clientes bastante a vontade. 

caneca de chopp estupidamente gelada

Aliás, o sentir-se a vontade por lá não é mérito apenas do ambiente. As canecas de chopp estupidamente gelado e em dobro até as 20h00 e as margaritas de sabores variados fazem qualquer um sentir-se em casa.

Mas encontro de bons amigos pede mais do que apenas bebidas. Não podem faltar as velhas histórias, risadas e muitos petiscos. 

margarita de kiwi

Começamos com o Applebee´s sampler que nada mais é que uma combinação de outras 4 entradas. Assim já poderíamos provar muitas opções de uma única vez. As entradas combinadas são: o chicken quesadillas (tortillas recheadas de frango, bacon, queijo derretido e um leve toque de pimenta, acompanhadas de sour cream e salsa base), o spinach & artichoke dip (creme de espinafre e alcachofra gratinado com parmesão, acompanhado de tortilha), o chipsboneless buffalo wings (cubos de peito de frango empanados, banhados no exclusivo molho Wing Sauce) e as mozzarella sticks (palitos de mussarela empanados, acompanhados de molho marinara). 

applebee's sampler

Para quem gosta de sabores variados e marcantes esta é a opção certa. Tudo muito bem preparado e generosamente servido. Combinações de ingredientes na medida e toque picante no ponto ideal para acompanhar aquele chopp gelado.

Empolgados, não resistimos a experimentar ainda mais, e para agradar todos os gostos seguimos de crunchy onion e potato skins.

Crunch onion são crocantes anéis de cebola empanados e polvilhados com parmesão servidos com molho bistrô barbecue. Crocantes mesmo. Daquele jeito que sempre imagina-se os anéis de cebola, mas quase nunca consegue-se provar por aí.

Já a potato skins são canoas de batata frita, gratinadas com queijo cheddar e bacon, acompanhadas de sour cream. Batata, queijo, bacon e creme de leite. Agora me responda se puder: há alguma chance desse prato não ser um espetáculo? 

crunchy onion e potato skins

Com tamanha empolgação para experimentar todas as entradas que nos apeteceram, acabamos ficando satisfeitos sem ao menos chegar aos pratos principais.

Pois é... saí de lá com a certeza que preciso voltar mais vezes. Uma para provar a costelinha com molho barbecue. Outra para os lanches, talvez mais uma para as massas. E como não poderia deixar de ser, uma visita fora de hora só para as sobremesas.

Afinal, sobremesas deixam qualquer hora bem feliz.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Artezanalle

Mudanças sempre dão muito trabalho. Carregar caixas, montar e desmontar móveis, subir e descer escadas, encontrar lugar para tudo... nada mais justo que nestes dias, o almoço sirva como um oásis em meio ao caos.

Poder afastar-se por alguns instantes de todo o trabalho e relaxar em um ambiente tranquilo ao saborear uma bela refeição.

Foi nesse clima que conhecemos o Artezanalle. Assim que entramos fomos recebidos de maneira muito simpática e já nos entusiasmamos com a criatividade da decoração.

criatividade é tudo de bom

No andar de cima, nos acomodamos à mesa e então começamos a explorar o cardápio enquanto admirávamos a decoração e curtíamos o ambiente.

Muitos livros de gastronomia italiana, um quadro da Itália, muitos azulejos hidráulicos, agradável música ambiente e iluminação aconchegante proporcionada por duas grandes janelas que além de luz deixam o clima bastante fresco e ventilado.

De repente senti como se estivesse em um pequeno cantinho da Itália. Estava completamente conquistada pela simpatia do atendimento e por este ambiente repleto de pequenos detalhes bem pensados.

da ponta da bota

Mas nada disso teria valor se a comida não estivesse à altura. Optamos por uma única entrada, a polenta com creme de gorgonzola, que deixamos no centro da mesa para que todos pudessem se servir às colheradas. Comendo assim direto da pequena panelinha de cobre, um certo estilo família italiana.

A polenta estava quente, cheia de sabor, bem preparada e bem molinha. Veio até com uma fotogênica salsinha. Um verdadeiro charme.

polenta com creme de gorgonzola

Esta entrada nos encheu de expectativas. Expectativas estas que foram totalmente satisfeitas com a chegada dos pratos.

Mais verdinhos fotogênicos no prato de fuzilli ao ragu de linguiça com azeitonas pretas. Molho denso na medida, com temperos que realçaram os seus ingredientes sem sobreposição.

fuzilli com ragu de linguiça e azeitonas pretas

O prato de tagliarini com polpotone ganhou além do verdinho, muito queijo para a foto. Acho que eles já me conheciam...

Queijo ralado na hora, no prato, assim na mesa mesmo. Fresquinho e aromático. Exatamente como deve ser apreciado para aproveitar todo o seu sabor.

Quanto ao polpetone, estava suculento e mais uma vez, muito bem temperado.

tagliarini e polpetone com muito queijo fotogênico

Todas as massas al dente, molhos bem apurados. Capricho que só o trabalho artesanal confere aos pratos, exatamente o que se espera de uma boa casa italiana. Mas lá ainda há mais.

Massas diferentes como o capelle de shitake ou de damasco com brie. No mínimo de sabores surpreendentes e apresentação que enchem os olhos.

capelle de shitake

E para quem prefere o conforto do lar doce lar, pode optar por levar as massas frescas e molhos para reproduzir estes pratos em casa.

Depois deste almoço, difícil seria encontrar disposição para continuar a mudança. Por isso não poderia faltar um cafezinho.

Melhor ainda, acompanhado de um pequeno tabletinho de chocolate valrhona meio amargo de primeiríssima qualidade, assim como o espresso muitíssimo bem tirado.

pura energia

Energias recuperadas, hora de voltar ao trabalho. Mas agora, cheios de vontade de exercitar nosso lado artesanal... mesmo que seja para carregar caixas, montar e desmontar móveis, subir e descer escadas, encontrar lugar para tudo...